
Itamar Edys ouviu do próprio avô que deveria parar de estudar para ajudar no trabalho no sítio da família. A situação reflete a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2024, em que cerca de 42% dos jovens entre 14 e 29 anos que abandonaram os estudos ou nunca frequentaram a escola apontaram a necessidade de trabalhar como principal motivo.
No caso de Itamar, a decisão foi diferente. Ele insistiu em continuar estudando. Escolha que, poucos anos depois, o levaria à indústria.
A trajetória dele é um dos exemplos que ilustram o impacto da formação profissional ao longo dos 83 anos do Senai, instituição que atua na preparação de trabalhadores para a indústria brasileira e na ampliação de oportunidades para jovens em início de carreira.

Ao lado da formação, empresas parceiras também desempenham papel fundamental nesse processo. No Paraná, a Sudati, indústria de compensados e parceira do Sistema Fiep, abriu as portas para receber o jovem como aprendiz e apostar no desenvolvimento de novos talentos.
“Nessa falta de mão de obra qualificada, investir em jovens aprendizes formados com o apoio do Senai faz toda a diferença”
Kelly dos Anjos, gestora de RH da Sudati
“Obrigações de homem”
Morador do interior de Palmas, no Paraná, Itamar cresceu em uma realidade comum em muitas regiões rurais, onde jovens deixam a escola ainda cedo para trabalhar.
Foi nesse contexto que ouviu do avô que deveria parar de estudar para ajudar nas atividades do sítio.
Mesmo diante dessa pressão, decidiu seguir outro caminho e continuar na escola.

A especialização
Com apoio de um tio, Itamar começou a buscar cursos de formação profissional no Senai. Iniciou a formação em eletromecânica e passou a aproveitar todas as oportunidades de cursos oferecidos.
“Fiz cursos de tudo. Tinha muitas opções gratuitas e eu aproveitei. Até de bolo eu fiz!”, brinca.
A formação ampliou as possibilidades profissionais e abriu portas para a primeira experiência na indústria.
A entrada na indústria
A oportunidade surgiu quando Itamar participou de um processo seletivo para jovem aprendiz na Sudati, empresa do setor de compensados com atuação internacional.
Durante a seleção, a trajetória dele chamou atenção.
“Durante a entrevista eu identifiquei um potencial diferente nele, principalmente pela história, pela vontade de aprender e pelas especializações que ele buscou”, lembra Kelly, que conduziu o processo.

Na empresa, Itamar iniciou a trajetória como jovem aprendiz, conciliando formação e experiência prática no ambiente industrial.
O desempenho ao longo do programa levou à efetivação.
“Acho que os cursos do Senai fizeram muita diferença para eu estar aqui hoje. Foi essencial para eu estar preparado quando a indústria abriu as portas para mim”.
Itamar Evys
Impacto que pode ser compartilhado
Histórias como a de Itamar mostram como programas de aprendizagem podem transformar trajetórias individuais e, ao mesmo tempo, ajudar empresas a formar novos profissionais.
Nesse processo, o IEL Paraná apoia as indústrias na gestão de programas de aprendizagem, ajudando empresas a estruturar programas e conectar jovens talentos às oportunidades de trabalho.

Empresas interessadas em conhecer e estruturar programas de aprendizagem podem acessar informações em:
https://www.ielpr.org.br/para-empresas/