Imersão em IA no MIT propõe caminho estratégico para líderes industriais

Com inscrições até 10 de abril, programa do UniSenai Business Global leva líderes a Boston para discutir estratégia e impacto em IA

A corrida pela Inteligência Artificial ganhou velocidade nas empresas. Pilotos são lançados, testes são divulgados e a narrativa da inovação ocupa espaço nas apresentações corporativas. Mas um dado divulgado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) revela um cenário menos otimista: 95% dos projetos piloto de Inteligência Artificial Generativa não chegam à fase de produção.

O estudo State of AI in Business 2025  aponta que o problema não está na tecnologia em si, mas na ausência de liderança estratégica, maturidade organizacional e capacidade de transformar experimentação em valor real para o negócio.

É justamente nesse ponto que entra a proposta da Imersão Internacional em Inteligência Artificial, promovida pelo UniSenai Business Global, em parceria com o MIT, por meio do MIT Industrial Liaison Program (ILP). Realizada em Boston, a experiência foi desenhada para executivos que precisam decidir onde a IA realmente gera impacto e onde ela é apenas tendência.

Estratégia e redesenho de processos

Para Yuri Ramos, um dos facilitadores do programa, a experiência presencial desempenha papel central nesse processo de transformação.“Claro que o online tem seu valor. Mas a diferença entre uma imersão presencial e uma experiência virtual é gigante”, afirma. Segundo ele, o primeiro ganho é o foco absoluto. “Quando você participa virtualmente, está competindo com distrações o tempo todo. Você não está totalmente imerso. Não está de corpo e alma na experiência.”

Ao se deslocar para um dos maiores ecossistemas de inovação do mundo, o executivo cria distância da rotina operacional e ganha espaço mental para refletir sobre estratégia, redesenho de processos e prioridades de investimento.

O relatório do MIT também chama atenção para o que define como “GenAI Divide”: enquanto 95% das organizações ficam presas a pilotos que não escalam, apenas 5% conseguem integrar a IA aos fluxos de trabalho e gerar retorno consistente. A diferença está na capacidade de enfrentar a chamada fricção organizacional, revisar incentivos e assumir a IA como tema de liderança, não apenas de tecnologia.

A imersão aborda exatamente esses desafios. As discussões envolvem aplicação prática na manufatura, eficiência operacional, retenção de talentos e governança. Mais do que ferramentas, o foco está na tomada de decisão.

“O que oferecemos não é uma receita pronta. São insights. Os executivos voltam com a cabeça expandida, cheios de ideias sobre como aplicar IA e inovação de forma prática”, destaca Yuri.

No MIT, inovação só é reconhecida quando gera impacto. Isso significa sair do campo das apresentações bem-sucedidas e entrar na esfera dos resultados mensuráveis, seja em produtividade, redução de custos, crescimento de receita ou ganhos ambientais.

Em um ambiente de competitividade crescente, a diferença entre acompanhar o movimento da IA e liderar sua implementação pode estar na profundidade da experiência escolhida.

As inscrições para a Imersão Internacional em Inteligência Artificial no MIT encerram amanhã, 10 de abril. Executivos que desejam transformar IA em vantagem competitiva concreta têm nesta experiência uma oportunidade estratégica de aprendizado direto na principal referência mundial em inovação.

Mais informações e inscrições, acesse: https://www.senaipr.org.br/unisenaipr/business-mit/

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