Têxtil e Confecção

Conselho da Fiep encaminhará demandas do setor para Frente Parlamentar Mista

Conselho da Fiep encaminhará demandas do setor para Frente Parlamentar Mista

O acordo foi feito nesta sexta-feira (08) durante reunião com representantes da Frente, presidentes de sindicatos e empresários do setor

O Conselho Setorial da Indústria do Vestuário da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) vai centralizar as demandas e reivindicações dos empresários paranaenses do setor têxtil e da confecção e encaminhará as solicitações para a Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção Brasileira. O acordo foi feito nesta sexta-feira (08), durante a reunião do Conselho com integrantes da Frente. Criada em março último, a Frente tem como principal objetivo fortalecer a indústria têxtil e de confecção por meio de melhorias na legislação referente ao setor.

Participaram da reunião o coordenador da Frente, deputado federal Rodrigo Rocha Loures e o diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), Fernando Pimentel.

“Empresários da indústria têxtil e de confecção do Estado que tiverem idéias, sugestões ou solicitações para o desenvolvimento do setor podem procurar o Conselho, porque iremos trabalhar em conjunto com a Frente, repassando estas demandas”, informou Adilson Filipaki, vice-coordenador do Conselho. Segundo ele, essa participação é fundamental para que a Frente possa trabalhar direcionada às reais necessidades do setor.

De acordo com o coordenador da Frente, deputado federal Rodrigo Rocha Loures, é preciso organizar as demandas de cada região do Brasil para fortalecer a representatividade do setor e conseguir avanços. “Temos que acelerar a agenda para o setor e verificar a demanda que há em conjunto”, disse, informando que a Frente tem atuado em outros estados representativos da cadeia produtiva da indústria têxtil e da confecção. “O caminho político é este: encaminhar pedidos, pressionar o governo e discutir nos termos e fóruns corretos”, explicou Rocha Loures.

Durante a reunião os empresários apontaram como medidas urgentes para o desenvolvimento do setor, a redução da carga tributária e a ampliação dos recursos para capacitação de mão de obra. “Precisamos ampliar a oferta de mão de obra capacitada para a indústria”, disse Filipaki. A entrada de produtos chineses também preocupa os empresários. “O setor sofre muito com a competitividade asiática. Para se ter idéia, o preço de um produto chinês é o custo da nossa produção aqui”, disse Filipaki. “É fundamental neste momento delicado garantir uma representatividade política em apoio ao setor”, completou.

Frente – Formada em março deste ano, a Frente é uma associação suprapartidária composta por 230 deputados federais e 21 senadores. A proposta da frente é apoiar iniciativas governamentais e não–governamentais, que possam desenvolver  as atividades de produção e geração de empregos do setor. De acordo com Rocha Loures, os principais pontos defendidos na agenda da associação, são a geração de mil empregos até o final de 2010; a inclusão do setor na reforma tributária; e a retomada dos acordos bilaterais com mercados internacionais. “Em setembro haverá reunião da Frente, com os parlamentares dos Estados Unidos. Se for formalizado, o acordo com o país norte-americano deve refletir na geração de 500 mil novos empregos”, disse.

Números – Dados do Departamento Econômico da Fiep mostram a importância da indústria têxtil e da confecção do Paraná no cenário brasileiro. As empresas paranaenses do setor faturam anualmente R$ 4 bilhões, fazendo do Estado o segundo maior pólo de confecções do Brasil, lançando no mercado 150 milhões de peças por ano. São 76 mil trabalhadores empregados direta e indiretamente pela indústria estadual, o que representa 13,49% de todos os empregados do setor no País.

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